É tão natural querer a vida,
as coisas que ela destila...
-À exemplo quando estamos
com a mulher que amamos-.
Passsamos vezes à deriva.
Coisas que nos aviltam. Dóem.
Onde se esvai a fumça ávida?
Que vida se esconde medíocre
nos umbrais secretos?
Para aonde ela escorre?
Os gregos e os romanos
acreditaram em tantos deuses
e destinos tresloucados.
Será que um dia existiu Dionísio
com seus lagares de vinho,
ou os mortais é que criam deuses
tão supérfluos
quanto as quimeras,
as quais,
insistem,
alimentam?
Às vezes os deuses dos homens
passam sorrindo ao largo,
não demonstram a mínima compaixão.
Por que deveria algum obtuso
inferir na ordem desgraçada do Caos?
Quanto à mim, vivo apenas?
Mas me espera algum bem,
alguma herança que desconheço?
Talvez sagrada ou profana?...
Mas antes - perdoem-me pela humanidade-
ser herético com o deus de outrém
que com o meu.
Mas a culpa deste desterrado discurso,
é de uma consciência filosofal que se
me instaurou na cuca...
Mas acho que estou a recuperar o caminho
para os bosques, castelos, moinhos...
(Mulheres nos fazem escrever coisas sem sentido,
mas talvez, haja algum sentido na minha alma.
Algo novo com que sonhar.)
Charles Souza.
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