feito em preto e branco
meu auto-retrato perplexo.
muito mais real e convexo;
na verdade u'a bulimía de versos
- sintaxe caótica -
[ o desconforto do prazer,
sublimação dos nervos]
desintoxicando a luz - meu dia -
das mediocridades que presenciei.
esse poema mineral me ilude,
me constrói "eu" , (inner myself).
um mundo exilado do real.
razão!
preserve-me da paralogia
esconde-me da fraseologia.
dê-me uma expressão muda,
tão grandiloqüente quanto a vida,
mas, nas linhas da face somente.
put above my flesh the ashes of age
derrame-as direto da ampulheta
- que as Parcas percam as Horas -
confundam-se entre as filhas
desses deuses que pensam olímpicos
pois agora sou eu!
meu auter ego desconfiado
de mim mesmo.
sou apenas eu...
- e não me conheço! -
(às vezes quebrado
n'outras inteiro,
n'umas correto
d'algumas errado.)
além do jogo de luz e sombras
do fatídico auto-retrato ,
trago os reflexos dum outro
pintado,
rebuscado.
é um espelho!
me olho.
vos reconheço?
Charles Souza.
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